| Esta é uma história verídica que não possui um final feliz. Para alguns, ou melhor, para a maioria, não se trata de um drama mas sim de uma comédia, que tem um sinônimo que resume tudo: trapalhada. O ocorrido foi dia 12 de novembro, sexta-feira. Um dia que fechou uma semana que exigiu muito esforço para o nosso amigo, que será tratado aqui como trapalhão. Este dia começou bem cedo devido à prova de mecflu. Ele e mais alguns amigos politécnicos acordaram na madrugada para estudar. O dia estava indo normal. Era apenas mais um dia comum na Faculdade. A prova já tinha sido feita quando repentinamente, aquele mesmo sono que lhe foi tomado para estudos começou a ficar incômodo, causando uma certa moléstia e uma indisposição que o impediam de continuar na faculdade. Com tantos problemas, por volta das 17:30 hs o trapalhão resolveu voltar para casa para descansar. Aí é que começa a história. Para voltar à sua casa, o trapalhão pegou o túnel Ayrton Senna. No final dele existem duas saídas: uma que vai para a Sena Madureira e outra que nos leva à cena do crime. Logo nesta saída existe uma junção de avenidas, ou seja, a via que sai do túnel se junta com uma outra. Após a junção há uma bifurcação onde o condutor pode optar por trafegar na via expressa da 23 ou na local. Um pouco mais adiante existe um semáforo, que segundo o trapalhão, foi o motivo do ocorrido. Até a entrada do túnel tudo continuava bem apesar do sono. Mas na saída...He!He! Ao se aproximar da bifurcação, o semáforo fechou.Os motoristas foram freando seus carros. Estes foram diminuindo de velocidade, com exceção de um corsa wagon azul placa CML 0085, que parecia não responder aos comandos humanos (pensamento da azarada vítima que apenas estava no momento errado no local errado). A verdade é que não houve comando humano para frear o carro!! Isso mesmo!! O trapalhão acabou sendo vencido pelo sono!! O pior é que não foi apenas uma vítima. Foram duas. O gol , que estava imediatamente na frente do trapalhão, acabou colidindo com um outro carro. O resultado da trapalhada foi um gol com o pára-choque amassado e um fusca com a traseira parcialmente detonada (o pára-choque frontal do gol subiu no pára-choque do fusca). Acreditem se quiser, com o corsa não aconteceu nada!! Apenas sofreu pequenos e insignificantes arranhões comparados com a tamanha trapalhada. Agora vem a parte mais legal. Perguntado da última coisa que lembrava antes de bater, o trapalhão respondeu: - Eu só lembro de ter verificado se vinha algum carro pela direita na saída do túnel. Depois eu virei pra direita pra pegar a local e não lembro de mais nada. Só lembro de ter ouvido o barulho. Mas ao ouvir o barulho ainda tive o REFLEXO de frear. Ainda segundo ele: - a cada dois minutos eu pedia desculpas para o motorista do fusca. Ele me perguntou o que havia acontecido e eu respondi que tinha dado uma DORMIDINHA! Ele até me cumprimentou e disse pra tomar mais cuidado. Caros amigos, isto foi o ocorrido naquela sexta. Esta é apenas mais uma das inúmeras histórias que entram para o currículo do nosso amiguinho. Os fatos foram relatados pelo próprio agente trapalhão. Talvez não tenha sido exatamente o ocorrido. Ninguém além das vítimas pode confirmar. Nem mesmo o trapalhão, pois acho que estava dormindo no momento do acidente!! Arnaldo. |